Autor: Teatro Nilton Filho

  • Samba.com da Gisele Rodrigues

    Samba.com foi  show da cantora Gisele Rodrigues, dirigido por Nilton Filho, no ano 2000Ritmos, estilos e compositores que representam o que há de melhor na Música Popular Brasileira estavam presentes no show da cantora GISELE RODRIGUES – samba.com.

    O repertório foi composto por clássicos da MPB, em especial os sambas. Gisele propõe uma viagem ao vivo pelo universo de grandes compositores como Assis Valente (Brasil Pandeiro), Jacob do Bandolin/ Baby do Brasil (Assanhado), Gonzaguinha (É),Mauro Duarte (Lama) e Chico Buarque (A Rita).

    “Na era da revolução tecnológica dos novos meios, da MP3, e do acesso à informação pela internet, enfim, da virada do milênio, quero resgatar as raízes da nossa música e ritmos”, justifica a cantora sobre o título do espetáculo.

    No Grupo estão os músicos Sérgio Cardoso (violão), Tiago Braga (cavaquinho) Sidnei Lentino, Ricardo Verlindo, Carlos Orviedo (percussão) e as atrizes Janaina Marques e Andréia Rizzo, iluminção Hyro Mattos.

    Segue a listagem das músicas que marcaram este show de Gisele:

    • Na Cadência So Samba – Ataulfo Alves
    • Tristeza Pé No Chão – Armando Fernandes  “Mamão”
    • Lama – Mauro Duarte
    • A Rita – Chico Buarque
    • Memórias Conjugais – Paulinho Da Viola
    • Coração Feliz – Adilson Bispo, Marquinho Pqd, Gerson Do Vale
    • Menino Do Rio – Caetano Veloso
    • Amor Nas Estrelas – Roberto De Carvalho , Fausto Nilo
    • Mensagem De Amor – Herbert Vianna
    • Aquele Frevo Axé – Caetano Veloso, Cézar Mendes
    • O Vento – Desconhecido / Domínio Público
    • Ogum Da Lua – Desconhecido / Domínio Público
    • Moça Bonita – Desconhecido / Domínio Público
    • O Que Vier Eu Traço – Alvaiade / Zé Maria
    • Assanhado – Jacob Do Bandolim
    • Lá Vem O Brasil Descendo A Ladeira – Moraes Moreira, Pepeu Gomes
    • Noite Dos Mascarados – Chico Buarque
    • Brasil Pandeiro – Assis Valente
    • É – Gonzaguinha
    • Prá Haver Amor Entre Os Homens – Baby Do Brasil, Pepeu Gomes
    • Ilu-Ayê – Cabana , Norival Reis

     

  • Quarta-feira, sem falta, lá em casa

    Quarta-feira, sem falta, lá em casa

    Quarta-feira, sem falta, lá em casa, é um espetáculo tragicômico que retrata da solidão na terceira idade, onde o amor e a amizade são os únicos ingredientes que mantém vivo o ser humano.

    Esta peça de teatro conta  a história de duas amigas que se conhecem há quarenta anos e que todas as quartas-feiras se reúnem para tomar chá e colocar as fofocas em dia. Mas justamente nesta quarta-feira algo diferente aconteceu, Laura, que recepcionava a amiga Alcina, em sua casa, perde Helena, a empregada que estava junto dela há 22 anos, esta estava grávida e na tentativa de fazer um aborto, vem a falecer. Isto muda a rotina e a vida de Laura.

    Para não ficar só, contrata outra empregada para os afazeres da casa. Quando o porteiro do prédio, apresenta a nova criada, Laura ao ver a menina, acredita estar tendo visões, pois tem o mesmo nome e rosto da amiga Alcina, quando esta tinha 20 anos. Nos pertences da moça, Laura descobre, através de umas cartas, um romance proibido, que teve Alcina sua melhor amiga provocando várias confusões e um final surpreendente.

    Texto de Mário Brasini, este espetáculo foi dirigido por Nilton Filho com as atrizes Odete Picheco e Maju Volkmer, iluminação de Hyro Mattos.

     

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  • Fala baixo, senão eu grito

    Fala baixo, senão eu grito

    A peça coloca em cena as diversas situações tragicômicas, em que a personagem Mariazinha, se vê envolvida com o aparecimento repentino de um homem, em seu quarto de pensão, onde vive. É uma mulher simples e solteirona, que com a presença de seu oposto, coloca para fora todos os seus desejos e angustias, criando assim, uma visão do universo feminino dos anos 60, e que, em muitos pontos, perduram até hoje.

    Uma a tragicomédia de Leilah Assunção, que foi montada com Regina Machado, Hyro Mattos e Luiz Alve.

     

  • Solidão A Comédia

    Solidão A Comédia

    Um monólogo sobre a solidão

    Solidão A Comédia é uma peça de teatro formada por cinco textos escritos por Vicente Pereira, que tem como tema a solidão em suas mais diversas formas.

    Para uni-los criou-se como elo de ligação, uma conversa informal do ator com o público, onde ele comenta fatos pitorescos e curiosidades, da vida nos bastidores do teatro.

     A SÉTIMA ARTE

    Este  é o primeiro texto e trata da espera da namorada de um cinéfilo, dentro de um cinema. Como ela não chega este assiste ao filme todo e no transcorrer da película vai vivenciando e sofrendo todos os momentos como se fizesse ele parte da história.

    PARIS EM CHAMAS

    É a desfiguração de uma alcoólatra durante o bate-papo no primeiro encontro, marcado em um bar, com um desconhecido que poderá ser um possível candidato a seu namorado. Sem mesmo se conhecerem, usaram como referência as cores das roupas que iriam se apresentar, código que nenhum dos dois  respeitaram muito, correndo o risco de nunca se falarem.

    FOGUEIRA DAS VAIDADES

    Um novo rico prepara-se para um jantar de gala, que é muito importante para a sua carreira de alpinista social, Enquanto veste-se, fala sozinho e com a esposa que está no banheiro. Esta por sua vez não lhe dá a mínima importância, não lhe respondendo uma só pergunta, fazendo-lhe suspeitar que ela pudesse ter se suicidado.

    CORAÇÃO SANTO

    A velha prostituta planeja como recuperar seus antigos clientes. De posse de uma esfarrapada agenda, começa a procurar um a um. A cada telefonema, uma nova surpresa, que a faz refletir e filosofar.

    VAMOS FALAR FRANCAMENTE

    O velho Figueiroua tenta dissimular a gravidade da enfermidade de seu melhor amigo, criando situações hilárias e confusas, na tentativa de consolá-lo e estimula-lo para a vida, o que os dois, nitidamente, sabem que não é possível.

    Leia a crítica do espetáculo

    PASTA solidão a comédia

     

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  • Crítica do espetáculo: Solidão A Comédia

    UM MONÓLOGO SOBRE A SOLIDÃO

    O que pode ser mais solitário do que um ator num palco interpretando um monólogo sobre a solidão? Só mesmo a solidão do diretor. Eu acho, pelo menos. E a gente ri, debocha do personagem, da situação, da vida. Como na vida.

    Vicente Pereira, que Deus o tenha, foi um catalisador deste sentimento de fim de século/fim de milênio que nos cerca e preeche: estamos todos sós. Miseravelmente reunidos, apertados uns contra os outros, enchendo cada milímetro deste planeta. Mas continuamos sós.

    Nada de “gente” na lua. Nem o ET sobrevivente de Varginha para dizer ao menos como é no lugar de onde ele veio. Nada. Nada. Só a gente lutando para fazer dinheiro, ir ao mercado, pagar a conta do celular e, quando em vez, sonhar um pouco, através da Net de preferência, para não ter de sair de casa.

    Pois a verdade é que, nestes tempos de Internets, Bill Gates, réveillons de ano 2000 e outros quetais, andamos de quatro dentro de nossas cavernas mentais. E não achamos a saída.

    Engraçado é que contamos os dias, mesmo que forçados pela Globo, para os tais 500 anos do descobrimento desta terra em que se plantando tudo dá. E daí? O que é que a gente fez de mais nestes 5 séculos? Aprendeu a ser mais solidário? Aprendeu a repartir? Aprendeu? Aprendeu?

    O cinemeiro que levou cano da namorada e que se masturba (êta ato solitário mais frustrante… apesar de eficiente, é verdade…) é uma variação do bem-casado que sonha com amante dez vezes melhor que o original que o acompanha.

    A infeliz que tem prurido anal e que bebe para lembrar e não para esquecer e que aceita um cara-metade (literalmente, já que tem a metade do tamanho dela) é o contraponto de quem sai pela noite caçando e abatendo. E acorda de manhã com aquele gostinho de guarda-chuva na boca. Ou de outras coisas, também…

    O milionário babaca que anseia pela cor de uma violenta ruptura na vida – e bem que podia ser o suicídio da mulher – não se diferencia do tipo que faz festas “intimas” para 2 mil pessoas em Punta del Este e precisa espalhar filhos pelo mundo para garantir que está vivo.

    E a putana portenha? Por Diós, que dolor! Sozinha, sozinha, com a casa povoada de recuerdos. Mas, de todos os personagens, a mais transgressora – a que aceitou o jogo da vida sem maquilar a realidade com grinaldas de diamantes e noites de núpcias.

    O fecho deste mundo desbragadamente triste, e, enquanto triste, sujeito ao riso, só poderia o que fecha o ciclo da vida. O velho, aquele que já experimentou. Que, teoricamente, já pode refletir sobre alguma coisa. E cabe a ele carregar toda a nostalgia de tempos que de bom e bonito só tem aparência. Choramos, então, sem culpa, quando ele entrega o amigo

    (seu complemento? Seu alter-ego? Seu duplo?) de volta ao pó. Pó da estrada. Pó das estrelas.Do ator que se divide em cinco pontas, como uma destas estrelas que ilustram livros infantis, se exige o dom da multiplicidade sem a perda da unidade. Complicado? A vida também é. É preciso estar atento ao que cada personagem lhe assopra ao ouvido.

    E estes mortos-vivos vão dizendo mais ou menos assim: agora, faz “eles”rir amarelo, que é prá não haver dúvida sobre a seriedade do momento. Risada desatada? Deixa prá daqui a pouco, antes da paulada seguinte, que é prá não dar muita depressão nessa gente. Isso, assim. É hora de puxar o sentimento. Ora bolas: todo mundo é feito deste material vagabundo que, um dia, se rasga como filó. E que precisa ser devolvido à natureza. Então, nada de sentimentalismos baratos.

    Carlos Paixão. Um ator que se move pela capacidade de enxergar o espaço entre as linhas do texto. E, neste espaço, criar. Sem medo de erro. Desta vez,, porém, ele é cinco. E há que conter impulsos e canalizar o riso e a emoção em doses certas. Tirando as simpatias pessoais (ou tentando fazer isso, o que é difícil paca), pelas criaturas de Vicente Pereira, tem gente que tem luz própria quando termina o eco do sinal da ação. A puta decadente e conformada e o velho que pranteia o amigo moribundo, então, me parecem a dupla de ouro neste carteado.

    Ela, porque exacerba sua humanidade, e, assim, se faz carne diante da gente. A razão desta vitalidade? Talvez porque o ator a alimente com uma química de solidariedade a esta que viveu servindo e que hoje nem uso mais tem. Ele, que também chegou ao fim da vida, ou está chegando lá, olhando para trás enquanto pede que o amigo olhe para frente, este homem também nos testa. É a morte, a ceifeira, que ele nos traz, ao final do encadeado de monólogos. E quem quer pensar na morte, depois de rir de um atônito, de uma romântica, de um vaidoso e de uma puta de bom coração?

    Aí se fala em quem ficou sozinho, tanto tempo, olhando do escuro para a luz, e fazendo, como Deus: soprando aqui, raspando ali, enxertando acolá para dar verdade às criaturas esboçadas pela pena de um autor. E é ele. O diretor Nilton Filho.

    Um trajeto que parece ir em linha reta, na direção de um minimalismo cênico que não perdoa um fio de peruca fora do lugar. E que cada vez mais instala seu bunker de trabalho (seria sua ilha?) suspenso no tempo e no espaço por três elementos: a palavra/ação, a luz e o som.

    A palavra reduzida ao som. Som com melodia. Sem gratuidades, voltado para a ação, para a soberana figura do personagem guiado pelo ator.

    A luz criando a ilusão da realidade. Nada de adereços para poluir, criar poeira na cena. Espaço aberto para a imaginação. Um teatro para o fim de século. Ou começo de milênio, como se queira designar.

    Texto de Maristela Bairros
    Jornalista Editora de Cultura /Crítica de Teatro.

  • Mandrágora

    O espetáculo teatral, Mandrágora  é uma  comédia  de  Maquiavel, que se passa na Florença de 1504. Calímaco homem de trinta anos, está de volta a Florença, depois de ter passado muito tempo vivendo e estudando em Paris. Seu maior objetivo é conhecer mais de perto Lucrécia, que todos dizem ser a mulher mais bela do mundo, esposa de messer Nícia, um velho e rico advogado. Sendo esta virtuosíssima e vigiada, o acesso de Calímaco ao objeto amado fica remoto. Mas nem  tudo está perdido pois a esperança de sua paixão está em um problema do casal: sofrem  profundamente pelo fato de não terem filhos, o que todos comentam, não tendo até agora nem um médico resolvido  a questão  deste lastimável fato.

    A partir dessas informações tece-se a intriga, Calímaco ajudado por um amigo, Ligúrio, um parasita, e com a cumplicidade de um religioso sem escrúpulos, Frei Timóteo, consegue alcançar o seu objetivo, seduzir Lucrécia. Ligúrio apresenta Calímaco a messer Nícia como um grande especialista francês, que descobriu virtudes de fertilidade numa raiz a Mandrágora com a qual conseguiu fazer uma poção infalível. Não fora por ela, diz Ligúrio, a rainha da França seria estéril, e assim uma inumerável quantidade de princesas daquele País. A  Mandrágora é uma comédia que desmoraliza totalmente a virtude.

    TEXTO: Nicolau Maquiavel

    DIREÇÃO: Nilton Filho

    PERSONAGENS:

    Calímaco – Hyro Mattos

    Ligúrio – Carlos Paixão

    Messer Nícia – Nilton Filho

    Frei Timóteo – Paulo Oliveira

    Sóstrata – Regina Machado

    Lucrécia – Cláudia Severo

    Criado – Airton Fabro

    Músico – Thomas Mann

    ADAPTAÇÃO: Nilton Filho e Zoraide Pereira

    Opiniões

    Corrosivos e geniais, e separados no tempo e no espaço por quase um século, o florentino Maquiavel e o parisiense Molière começam a se encontrar agora aqui, em Porto Alegre, a cada final de semana. Não terão convivência simultânea mas é só um sair de cena, depois das vesperais de AS ARTIMANHAS DE SGANARELLO para o outro ocupar a caixa mágica do palco com esse eterno MANDRÁGORA. Tal aproximação entre os dois paradigmas do teatro ocidental é obra de Nilton Filho e da Cia de Teatro Construção e significa a permanência na proposta de coerente escolha dramaturgica até então calcada em respeitáveis nomes nacionais. Nessa nova fase permanece o humor esse poderoso catalisador de emoções. Quem acompanha o grupo nem se surpreende: de atos nobres e esperança é feita a luta humana. Mas também é ela feita de artimanhas e conveniências. Tal boa mistura, que constrói a própria vida, vira espetáculo que convida a beber a poção de mandrágora e os remédios impossíveis do médico à força, brindando ao ato maior de brincar com alegria.
    Maristela Bairros Schmidt
    Mandrágora, é uma das mais importantes comédias clássicas italianas, vejo-a não só importante, como um alerta a todos nós, que após a passagem de quatro séculos, ainda somos egoístas e nos movemos apenas pelo ouro que podemos ostentar, deixando as nossas virtudes e qualidades espirituais, valerem apenas algumas moedas… Será que estamos no rumo certo?
    Nilton Filho.

    Conheça detalhes no espetáculo: PASTA MANDRAGORA

    Veja as fotos:

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