Autor: Teatro Nilton Filho

  • As Artimanhas de Sganarello de Molière

    As Artimanhas de Sganarello, texto de Molière, foi encenado pela Companhia de Teatro Construção, em 1995. Com direção de Nilton Filho, esta comédia tragicômica contava com Carlos Paixão como Sganarello, Airton Fabro como Jean Pierre, Hyro Mattos como Jean Paul e Louis Armand, Cláudia Severo como Marie e Margerite, Nilton Filho como Geronde e Regina Machado como Henriette. Esta peça de teatro mostra os resultados do ciúmes, conclusões precipitadas e mal-entendidos envolvendo a personagem principal.

    Veja as fotos do espetáculo:

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  • Nada pessoal

    Nada pessoal

    A peça é uma divertida comédia que faz uma reflexão sobre o universo feminino.
    A organização da festa de casamento de uma balzaquiana quase virgem é o eixo central do primeiro quadro, “Véu e grinalda” de autoria de Miguel Falabella. Mãe e filha, que migraram do suburbio para um bairro chique, contratam uma promoter de renome para que ela organize um casamento de classe .
    O segundo texto , “Mascaradas” de Jaime Cimenti, aborda a decadência de uma atriz global e seu relacionamento
    com a invejosa filha. Entre dissimulações e alfinetadas, as duas destilam seu ódio mútuo, enquanto a empregada doméstica tudo assiste e tudo comenta.
    No último quadro, “Tristonho sindicato” três solteronas se reúnem num bar de karaokê , entre um drinque e uma canção, falam de ilusões e amores perdidos.
    Texto de Vicente Pereira.

    CONCEPÇÃO DO ESPETÁCULO

    A reunião dos textos pela Cia de Teatro Construção busca realçar os tipos e ampliar o grotesco das situações. A direção optou por utilizar atores masculinos, interpretando personagens femininos, para tornar exagerados, sem a
    necessidade de outros recursos para salientar o ridículo das personagens. A caracterização feminina é feita através dos figurinos, perucas e maquiagens. O ator busca uma interpretação sem apelos a artificialismos, como o falsete na voz. O cenário traduz em poucos e funcionais elementos o ambiente da ação. A cor preta dos módulos tem a intenção de destacar a figura dos atores. Faixa e listras brancas molduram os elementos cênicos, enquanto remete ao universo
    kitch. O ridículo se completa no uso de figurinos de cores “duvidosas” (de intrnsional mal gosto) e na trilha sonora com músicas dor-de-cotovelo.